sábado, 24 de maio de 2014

Qual a sua escolha de vida?

Triste ilusão juvenil que destrói o amor que não foi ensinado e que não foi sentido nem percebido pelos adultos que vivem como se fossem jovens iludidos pela ilusão dos adultos que não aprenderam nem sentiram nem perceberam.
Falar da experiência que tive quando jovem de escolher viver, sem consciência alguma da Verdade, a vida profana em vez de viver a Vida de Santo é muito difícil.
Falo com certo entusiasmo e até com risadas desse período da juventude que teve dois lados, um positivo outro não positivo, isto é totalmente negativo, ruim e muito triste.  
O lado positivo foi ter vários momentos legais e por ter conhecido pessoas legais que até hoje são amigas. Na Verdade, das várias pessoas legais e amigas ficou reduzido tanto que contasse nos dedos das mãos as que realmente são legais e amigas. Nem arrisco contar porque pode ficar menos ainda.
Os vários momentos legais não foram, na verdade, legais e sim experimentos de sentimentos, atitudes, ações não positivas. Esses momentos legais e que recordo dando risadas foram criados apenas pela ilusão de uma felicidade momentânea criada pela mente, pelo ego negativo que nos conduziu a viver a falsa alegria. Esses momentos foi  vivido no meio da tristeza, da dor e da loucura da vida profana. Logo os momentos legais não foram legais.
O que foi vivido, na realidade, foi uma mentira criada pelo ego negativo e não ter ido viver a missão dentro da vida de santo foi muito triste.
A vida de curtição é uma vida de dor, pobre, triste, egoísta, doente, maltrapilha, solitária, torturante, ilusória, mentirosa, cinza que gera raiva e ódio; as risadas são histerias da alma que chora desesperadamente por Luz, o amor não é Amor, é a falsa ilusão de completude e só serve para saciar o próprio ego, pois não preenche o vazio da alma que clama por Luz; o sexo não traz prazer nem sacia, pois é depravado, sujo, o gozo é pobre e racional, não é gentil nem amoroso, logo não sacia e apenas alimenta a raiva e o ódio porque a alma não é atingida; a alma clama o Amor, Fogo que arde e expande até o Êxtase.
Viver a vida no santo é se proteger da dor, da tristeza, da fragmentação da alma.
Viver a vida no santo não nos torna santo, mas torna cada momento da nossa vida santificada e com infinitas oportunidades de manter a inteireza do ser que habita dentro de cada um de nós.
Viver a vida no santo não é apenas frequentar um templo uma vez por semana é ter o templo em si todos os momentos da sua vida.
Viver a vida no santo é compartilhar, respeitar, disponibilizar, unir, baixar a cabeça, ser aprendiz, ser humilde, abraçar, estar conectado, sentir a sincronicidade, viver livre, ajudar, participar, construir e destruir quando necessário for, é fazer parte daqueles que querem o mundo melhor e em paz, é criar a cultura de paz, é quebrar dogmas, preconceitos, é fazer o novo, é perceber, é ver além do véu.

Sou restauradora da alma que foi destruída pelo mundo profano,
Sou buscadora dos pequenos cacos que ficaram espalhados pelo mundo profano,
Sou faxineira dos pequenos cacos que ficaram sujos pelo mundo profano,
Sou terapeuta dos pequenos cacos que ficaram doentes pelo mundo profano,
Sou artesã que vai ajustando cada pedacinho encontrado, limpado, curado, energizado aos outros fazendo a grande Obra Prima: Cura da minha Alma.

O trabalho é árduo, pois cada momento vivido criou vários gatilhos e a cada pedacinho não resgatado o gatilho é disparado e quem vê sem os olhos da Luz, não enxerga o quanto já foi reconstruído.
Chego aos 55 anos, meio século de vida e destes 7 anos de tenra idade que vivia no mundo sem véu;  5 anos inserindo alguns véus (padrões mentais, crenças, idéias revolucionárias, cultura de guerra, de consumismo, de falsa felicidade, de ostentações, de falsa missão, falso sucesso, de falsa amizade, de status, de roupas de marcas, uso de substancia que traz alegria, animação, êxtases, e outras idéias de controle de massa)  que são produzidos pela sociedade; 6 anos lutando para viver dentro do véu que foi inserido pela sociedade; 5 anos vivendo o véu, isto é, a vida profana;  32 anos Resgatando o Ser e ainda falta muitos gatilhos para serem desengatilhados, muito pedacinhos para resgatar, limpar, curar e restaurar na Alma.

Sou Aprendiz na grande jornada da Alma.

Meus amigos que tenho hoje.... os que já comentei mas tenho mais sim, as que fiz depois que iniciei meu resgate de alma inclusive todas as amigas da minha vó e da minha mãe que acompanharam minha experiência e que hoje me vêem com muito mais amor e carinho e sabem o quanto foi difícil eu estar onde estou com todas as minhas conquistas e aprendizado e percebo em cada encontro a alegria nos seus olhos e nos abraços que recebo.

Evidentemente que não sei quantos pedaços ainda existe que precisa ser resgatado, sei que é muito e que todos os dias me disponibilizarei a executar esta tarefa, dias mais forte outros precisando de ajuda, mas executarei.

Ah, se me arrependo do que vivi? Não, não me arrependo, pois não há culpa. Não, não faria tudo de novo não. Foi HORRÍVEL e quando dou risada das situações é para esconder as coisas feias e minha burrice de ter entrado no “mundo dos normais” no "mundo das galeras" no "mundo pode tudo" . Ser normal é horrível, é nada haver, é tolo.

Hoje acordei sabendo que tenho mais 50 anos e quero viver com Alegria, Saúde, Disposta  e sem véu e me proponho a me esforçar muito mais e trabalhar arduamente neste Propósito, pois quero que os últimos 40 anos da minha existência eu viva com a percepção, a sensação que estou INTEIRA e daí seguir para outra dimensão... com o dever cumprido.
Hoje eu conecto todos os dias com o meu Propósito junto a Hierarquia da Luz!

 Estou disposta a repassar minha experiencia.

Axé de Paz e Luz!







quinta-feira, 8 de maio de 2014

A Vida no ponto de vista de cada um

Salve irmãs e irmãos de fé,

Meu coração esta sereno.

O único tio materno esta muito doente no hospital e como resolveu morar numa cidade longe da que eu moro, ficou difícil eu ir vê-lo com mais freqüência. Todavia, ouve um tempo que estávamos sempre juntos de uma forma ou de outra. E ríamos muito.
Ele sempre foi muito bravo, áspero e até rude na forma de agir e de impor “suas leis” não sei se há outras pessoas que viveram e conviveram da mesma forma que eu convivi com ele.
Ele foi meu “chefe”. Isso mesmo, chefe no serviço. Eu sempre sorrio quando lembro dos anos juntos. A mente dele era incrível, ele grava na mente todos os saldos das quinze contas financeira que administrávamos e ele ria muito porque dos oitenta e nove funcionários, eu era a única que disputava com ele a informação, logicamente ele sempre ganhava porque, incrivelmente, minha mente sempre ocultava um lançamento. Dava uma raiva danada disso e riamos muito já que ele que era o vencedor.
Ele, meu tio e chefe, foi o único parente que me deu um abraço físico no dia que passei no vestibular para o curso de direito, até porque meus pais estavam viajando e os outros, nem aí camarada.... e eu também não fui para casa para saber se alguém ia lá me abraçar porque nunca foi tola para isso, já sai com os amigos malucos para comemorar, ou melhor, bebemorar.
Quando ele estava muito bravo eu sempre ria dele, muitas vezes ele estava “roxo” de raiva por trilhões de motivos estressantes da vida profissional ou não e eu, na maior cara de pau, passava por ele e dizia, “ichi o vulcão tá pronto pra explodir”, ele já ria porque eu era “abusada” como ele mesmo intitulava.
Ele sempre acreditava em tudo que eu contava, literalmente.
Como é bom relembrar...
Ele é meu padrinho de camarinha, e nos reforços de sete e quatorze anos e neste último ele já estava apresentando sinais da falta de paciência porém muito contido e ele veio no recinto da minha imersão e falou: só tu pra fazer eu vir aqui, ficar uma semana e assistir este momento que é sempre a mesma coisa, que nunca acaba, que repete sem nada dizer e ficar segurando uma vela; ri e disse: tu vens coroa porque tu me amas e ele deu risada e ficou, administrando a pouca paciência e a doença apenas por amor. Do jeito dele, mas por amor.
Hoje ele tem o mal do alemão, pudera, ele é ruivo, alemão, sei lá... mas pintado.
Hoje ele tem Alzheimer 
Dizem que esta doença vem para esvaziar a mente que esta muito cheia de informação e que não conseguimos esvaziar com o exercício da meditação. 

Eu o amo, muitos o amam do jeito que ele sempre foi, bravo e severo, pois ele sempre foi muito mais amigo e generoso.

A ultima vez que o vi, faz tempinho, e mesmo com a doença ele me reconheceu e muitos dizem que eu imagino coisas, pode ser, mas ele me ouviu, ouviu meus sonhos, minhas histórias e chorou quando falei”daí coroa, to indo porque a vida é cheia de coisas”.
Agora, o corpo não recebe muita informação do cérebro e ele fez uma cirurgia que seria simples para nós pessoas saudáveis e, como ele não fala e não se expressa, o diagnóstico, parece-me que foi moroso e sei lá.... ele esta na UTI.
Bom lembrar tudo isso e mais algumas coisas que vem na mente.

O amanhã a Deus pertence.... em oração e na
Confiança que o melhor acontecerá.


Axé de paz e luz!

terça-feira, 11 de março de 2014

UMBANDA E QUARESMA

Saravá irmãs e irmãos de fé e de caminhada evolutiva,

Para os Umbandista de todos os cultos a quaresma cristã é aproveitada para vencer o pior inimigo – o ego inferior. É para isso que o orixá Tempo propõe vivenciar momentos de integração a natureza mais intima do ser humano por meio de reflexões, orações, meditações e jejuns.

Para os Umbandistas a Quaresma é tempo de ....



Tempo de reflexão.
Refletir quais são as fraquezas que impedem a evolução espiritual. Fraquezas essas que refletem no repetir os mesmos erros anos após anos, de manter a autopiedade – sentir se não amado, sendo a vitima das circunstancias, pensar que Deus não gosta de si e que o mundo esta contra si.  Refletir o porquê que a vida não melhora, não flui de forma harmônica, que não há abundancia, nem prosperidade; porque sempre tem confusão e brigas no trabalho e na família e muitas vezes até no meio dos amigos. Refletir o porquê que as pessoas têm tanta inveja, mau olhado – olho gordo e até pedidos a espíritos de baixa vibração com o intuito de prejudicar o outro.

Tempo de oração.
Orar não é pedir. Orar é contemplar, é ver a Beleza se manifestar na vida diária. Orar é agradecer a oportunidade de estar neste planeta, neste exato momento, com estas pessoas que estão ao redor, convivendo e aprendendo diariamente. Orar é se permitir viver o melhor de si e da vida em si. É estar conectado com a Força Divina em Sua Magnitude e Amor. Orar é se entregar a Vontade de Deus diariamente e a todos os momentos e ter Fé que a Vontade divina sempre age no beneficio de cada um ser humano para o cumprimento do seu propósito ligado ao Propósito Divino para manter cada Filho da Luz conectado a Fonte.

Tempo de meditação.
Meditar é respirar. É sentir o inspirar e o expirar com toda a natureza expandindo e energizando a todo o momento o campo de energia universal. Meditar é esvaziar a mente, o coração; é desopilar as energias que condensam na matéria e que fabricam doenças. Meditar é sentir-se livre. É aprender a ser livre. Livre de idéias fixas e limitantes, livres de padrões mentais que impedem o crescimento e a prosperidade, livre das dores da alma e do corpo.

Tempo de jejuar.
Jejuar não é deixar de comer já que existe tanta fome no mundo
Jejuar é se fortalecer onde há a maior fraqueza do seu ser; é aceitar que possui vicio é superá-los: vícios de drogas, álcool, de fofocar, de cuidar da vida dos outros, de se manter dependente de alguém ou de algo, vício da autopiedade.
Jejuar é ser generosa e generoso consigo; é ser caridosa e caridoso consigo; é ser amorosa ou amoroso consigo; é ser misericordiosa e misericordioso consigo próprio. É amar os outros como a si próprio.

Quaresma é tempo de caridade, de generosidade, de amor e de misericórdia.

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

São Francisco de Assis


Vamos aproveitar bem este tempo e vivenciar o Propósito.

Axé de Paz e Luz!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MEDIUNIDADE... Tarefa, Profissão, Dom


É imperativo entender, compreender e saber que a mediunidade é um instrumento, um canalizador que visa mediar uma dimensão com outra. Toda pessoa sensitiva, que possui o Dom de mediar, que tem a sensibilidade de ver, ouvir, sentir ou manifestar de alguma forma, nessa atual dimensão, fez uma escolha de executar e desenvolver essa mediunidade, esse Dom e não foi um presente imposto por alguma divindade nem por Deus Pai Mãe, porque há a Lei do Livre Arbítrio que é uma Lei Divina, se houve um presente que você recebeu gratuitamente, este presente foi dado do seu Eu Superior para conduzi-lo no caminho do seu desenvolvimento espiritual. Isto é, o processo que leva a esta escolha vem do adiantamento espiritual de cada Ser, desenvolvido por várias outras dimensões e não é um carma ou um castigo como é comentado, é um Dom e um Dom é uma dádiva. Exercitar e praticar esta escolha, esta mediunidade nada mais é que estar sempre conectado com a Consciência Divina e usar este instrumento para e executar as tarefas pertinentes a expansão desta dádiva com muito zelo. A Lei do Livre Arbítrio acontece, neste caso, no momento que há a escolha, antes de se adentrar nesta dimensão, quando há que decidir em receber este ou aquele Dom. Servir como tarefeiro da Luz é exercer o Dom escolhido para a Profissão da Alma, para que esta alma se mantenha sempre alimentada e forte, imponderada. É beber na Fonte Divina permanentemente. Todavia o exercício da mediunidade exige do servidor encarnado, do ser humano uma postura ética, moral, disciplinar, de disponibilidade e dedicação.
Neste mesmo processo esta a mediunidade desenvolvida nos templos de umbanda, na vida no Santo.  Viver no Santo é muito simples. É santificar suas escolhas antes desta dimensão, é santificar sua própria vida em todos os momentos, em todas as atividades, em toda respiração no ato de inspirar e expirar.  Como é possível viver sem viver no Santo. Como deixar de santificar todas as tarefas, as emoções, os sentimentos, as escolhas, as decisões, os momentos de prazer e gozo. Se for possível tomar decisões, escolher o melhor caminho, a melhor jornada sem perguntar ao seu “Santo”, a sua força mais íntima e verdadeira do seu ser, sem conexão com o Divino é fadar sua escolha ao negativo, fazer uma escolha sem a Presença, sem o “Santo” é deixar de santificar sua própria vida.
Poucas pessoas percebem que seu ser faz parte da Vida de Santo. A percepção existente é que a Vida de Santo é experimentada nos templos que cultuam as Tradições de matriz Afro, existentes a mais de 5.000 anos, de certa forma isto é uma verdade, porque é nos templos que experimentamos a egrégora dos orixás condensadas por meio do toque, da dança e dos cânticos, inclusive por meio das ascensões dos iniciados.
Viver no Santo é estar inteiro completo e pleno com Ser Humano. Toda escolha, toda decisão deve estar alinhada ao que o Santo abençoa naquele momento para a vida.
É necessário conectar esta vida do Santo é compreende que não é uma obrigação a vida do Santo. É uma dádiva. A vida no Santo é querer estar abençoado, estar santificado, estar sagrado, estar fazendo sua missão acontecer. Que missão é essa. A missão é ser feliz. Ser feliz é estar se sentindo abençoado, ser parte do todo, ter a alma alegre, viver no conflito e permanecer em paz, é não estar em dramas nem manter padrões negativos, é viver otimista e dignamente para continuar ascender espiritualmente.

Viver no Santo, além do que já falamos também é uma profissão da Alma.

Profissão da alma escolhida para a vida é necessário escolher uma profissão para alimentar o corpo físico. Tarefa que deve ser executar também com muito zelo, entretanto não pode sufocar o tempo nem exigir mais que a profissão que alimenta a alma. Assim como quando se alimenta o corpo físico é necessário ter em mente que cada ceia deve estar dividida em três partes iguais para ser preenchido da seguinte maneira: 1\3 para o alimento sólido, 1\3 para o alimento líquido e 1\3 para o alimento vazio, para Deus como diz os antigos; o tempo profissão no físico também deve estar dividido em três partes iguais: alimento da alma, alimento do corpo e alimento do vazio.
O alimento da alma é exercitar as tarefas da profissão, do dom, da dádiva; o alimento do corpo é a atual “profissão” onde recebe seu provento, que às vezes pode ser a mesma profissão que a alma escolheu. Ser estudante também é uma profissão aos mais jovens. O alimento do vazio é o “ócio criativo”. É o momento onde não há nada o que se fazer. É o relaxamento sem compromisso. É o tempo que é criado para que haja o vazio.
Neste movimento da vida o prazer também deve ser entendido. O prazer da alma esta no êxtase encontrado no exercício do Dom onde em cada encontro, em cada servir, em cada entrega à Presença onde acontece o alimentar na Fonte por meio da conexão energética onde é proporcionado o néctar do prazer. O prazer do corpo esta no sexo aprazível e digno, na meditação, na entrega à vida honrada e amorosa, na execução de cada tarefa, na contemplação da vida em toda sua extensão, no deleite de cada momento, na mastigação de cada alimento.
É necessário entender que não é o comparecimento nos cultos diários, semanais ou mensais que fará sua vida de santo santificar sua vida terrena. É a Doação do propósito que originou a escolha em ter uma dádiva a ser compartilhada.
Estar fora desse movimento conscientemente é estagnação e estar ao contrario é regressão a um estado primitivo da alma.


 Axé de Paz e Luz!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Ser ou não Ser .... Eis a questão?



Engraçado...
Engraçado ouvir uma pessoa dizer que um jovem tem a sabedoria de um ancião, como há alguns dias ouvi.
O ancião é aquele ser humano que tem muita experiência e em varias áreas da sua vida.
Ancião é uma pessoa velha e respeitável, pessoa de idade avançada, antigo e vetusto. Ancião ou Presbítero, deriva do gr. pre.sbýte.ros pelo lat. presbytèru, significa "homem mais velho" ou "ancião". Não se aplica apenas a uma pessoa já idosa, mas a uma pessoa com mais idade, alguém que é mais experiente e que tem madureza. A palavra hebraica para presbítero é za•qen, é vertida por Ancião. Identificava os líderes do Antigo Israel, quer em nível de uma cidade, da tribo ou a nível nacional. No antigo testamento a palavra ancião era usada aos mais antigos e responsáveis em orientar as tribos, vilas e até mesmo fazer rituais, e a média de idade era acima de 100 anos.
A necessidade da experiência é fundamental para que a pessoa seja madura e seja reconhecida como um ancião.

Vivemos em uma época, onde a inversão de valores, a pressa, a corrida pelo status, entre outras coisas de similar natureza, estão em evidência. Perdem-se em algarismos matemáticos, os exemplos que vemos de pessoas ocupando posições sem a devida maturidade psicológica, pessoal, de área de atuação, emocional, entre outras.

A mocidade religiosa, atualmente, ingressando nos templos de Umbanda para desenvolver sua mediunidade já quer ser “pai e mãe de santo”. Tem pressa. Essa pressa burla todos os processos, experiências e etapas inerentes ao “cargo”.
Meninas e meninos que acabaram de adentrar na adolescência estão sendo mães e pais, poderia ser o exemplo mais agudo a ser citado. A massificação da idéia cultural religiosa, em conjunto com o crescimento dos "escolhidos" sacerdotais, vem atentando contra a natureza da própria religião.

Ontem, conversando com um Babalaô, comentávamos que antigamente e em todas as escrituras das diversas tradições cristãs e não cristãs, poucos eram os escolhidos para ser um sacerdote ou uma sacerdotisa, e hoje em dia, a maioria é “escolhida”. O processo sociológico, daqui a alguns anos, será intenso porque a maioria desses “escolhidos” são originários da indisciplina.

Indisciplina? Sim, indisciplina.

A pessoa entra num templo e sua arrogância não permite que ela seja participativa, disponível, amorosa nos processos, aprendiz, humilde para reconhecer e para bater cabeça aos orixás, aos sacerdotes e aos antigos. Muitos médiuns após o seu batizado, que recebe sua primeira “segurança” chamada de “guia” para ancorar seus “Anjos de Guarda”, já desejam receber um Brajá que é  a guia ofertada aos REFORÇADOS de 21 ANOS que possuem no mínimo 30 anos de vida no santo. E não fica por aí, seus orixás não desenvolvem. Seus GUIAS-ENTIDADES não são mais seus responsáveis pela sua vida espiritual como mentores e orientadores, é o pai ou mãe de santo que joga cartas ciganas ou qualquer outro oráculo para dizer quem é o dono do Ori daquela pessoa. Essas pessoas em pouco tempo vamos ver nos bazares que vedem materiais prontos e compram brajás para seus guardiões usarem para “igualarem” aos mais antigos e em menos de 10 anos teremos mais um templo aberto na cidade por pessoas “escolhidas”.
Essas pessoas, normalmente, sentem-se humilhados em viver como um “abiã” ou “iaô”, em cumprir preceitos longos que os preservam da vida mundana e viciosa. Precisam se sentir superiores. Esta necessidade emocional de se sentir superior é um desvio psicológico, que qualquer terapeuta emocional – psicólogo – pode transformar em libertação e alegria, e está alimentando a idéia errônea que esta pessoa “é uma escolhida” e com essa falsa idéia e sua simpatia e astucia vão envolvendo pessoas e mais pessoas tornando-se em pseudos-mestres.

Em todas as épocas, assim como em todos os povos, sempre existiram os iniciados e os iniciantes. Na Grécia antiga, tinham os filósofos e seus discípulos. No oriente os mais idosos eram os sábios os mestres, enquanto nos mais jovens, tínhamos as pessoas que estavam preparando-se para a aquisição dos segredos e "segredos" de seus ancestrais, ou seja os alunos dos mestres, os futuros mestres. Em qualquer parte do mundo, onde existissem grupos de pessoas reunidas, esse sistema era algo natural entre as pessoas. Era algo cultural, inalterável naquele momento.

Com o passar dos tempos, muitos valores sócio humanos foram sendo adulterados, modificados, em nome da modernidade. O que antes acontecia informal e naturalmente passou ser formalizado e mecânico. Perdeu-se magia que somente o tempo e a vivência ativa podem conceder, em com isso temos hoje uma série de aberrações, que cada uma a seu turno atenta contra toda uma história de fatos, acontecimentos e personagens.

O desenvolvimento mediúnico, nos templos, está sem estudo e o anímico alimenta o ego inferior que tem o péssimo habito de boicotar a sua evolução espiritual. A pratica ritualística esta para a mesmice e padrões repetitivos deixando de exercer a missão do ser humano.
Como dizia Pai Fagundes de Ogum, se Homem não sabe que veio para Servir, vai servi pra quê?
Servi a coletividade, Servi a Deus, Servi o próximo, Servi ao Bem.

Evidentemente, há muitos jovens que possui registrado na sua casa astral (ver Mapa Astral) que sua vida será a de um Sacerdote ou Sacerdotisa, só que estes escolhidos negam sua missão por muito tempo, consideram uma missão penosa, desgastante, exige disponibilidade, doação, disciplina, meditação, aprendizado diário, estudo e observância sobre as mazelas humanas e total conexão no mundo espiritual. Os escolhidos precisam “se recolher” da vida mundana e se preservar energeticamente. Estes jovens só assumem a verdadeira missão sacerdotal depois de muito tempo porque para que eles possam madurar eles precisam experimentar...

Não dá para ser avô, sem antes ter sido pai.
Não dá de ser pai sem ser filho.
Não se pode iniciar se não é um iniciado.

Isso é natural.
Essa é a vida.

Axé de Paz e Luz!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Renovação, Reprogramação, Desapegos..... 2014 promete muita mudanças..... Será?




Falar da energia que influenciarão 2014 em relação à mitologia africana é sempre desafiadora.

O ano de 2014 nasce numa quarta-feira onde os orixás Xangô e Iansã influenciam.  Suas energias ligadas a raios e tempestades, ventos fortes, justiça e limpeza energética do planeta farão parte da nossa vida. Porém este primeiro dia do ano de 2104 tem sua força suas bençãos com as energias de Iemanjá com influências de Xangô, Ossaim, Oxossi e Iansã trazendo situações com autoritarismo aos lideres natos inclusive nos casamentos. O ano também favorece situações de confusões.
 O instinto protetor e a religiosidade estarão vibrando no coração das pessoas.
Alem dessas regências temos energias de muita intensidade produzida pelo odu regido por Obaluaê com influencias de Exu, Oxalufam e Oxumarê.  
Obaluaê o orixá da transformação, da morte, da peste, da cura. Exú nosso guardião dos caminhos, nossos pés, Oxalufan o sábio. Esta união pode nos levar a vivermos muitos ciclos e é preciso estar atento para que os ciclos se tornem positivos.  Esta energia poderá nos levar a caminhar pelo nosso deserto e devemos estar preparados para não sucumbir aos medos e aos delírios da mente.

Neste ano a ambição vai gerar a vida de muitas pessoas assim como a indecisão o que poderá ocorrer frustrações por falta de concluir projetos.
É necessária a busca pelo autoconhecimento para que a ambição e o autoritarismo sejam energias positiva utilizado para impulsionar a Vitória, ao Triunfo eterno e a Justiça porque estaremos dentro da energia netzack da árvore da vida.
É necessário impulsionar a vida com a Fé para ultrapassar todas as barreiras.
É necessário trazer energia da alegria então se divertir, sorrir, brincar é a deixa do ano.
O Elemento Terra é o mais intenso e o terra/água estará agindo energeticamente. A água nos traz a energia do aprender, de buscar a flexibilidade e a terra é à base das nossas raízes onde tudo germina.

O ano 14º do segundo milênio será regido por Oxumarê com influências de Ossaim e Nanã e traz o elemento água. Adoro a energia de Oxumarê – o arco Iris que nos promete a Luz mais Colorida do grande Prisma Divino, que nos convida ao deleite da vida e depois de nos divertir no tobogã colorido recebemos o pote de ouro.

Anjo do deleite
Afirmações para trazer a energia do anjo junto a si.
¡        Eu estou bem!
¡        Viver é o meu deleite.
¡        Hoje é meu dia de sentir prazer.

É importante saber relacionar-se com o prazer, com uma certa capacidade de trazer a luz para dentro de todas as coisas: ao contatar pessoas, no estar presente na Natureza, na fidelidade de um bichinho de estimação, em estar bem consigo mesmo.
Deleite é um prazer que vem de dentro para fora e se relaciona com o que está fora de modo a torná-lo ainda mais luminoso.

Buscar uma aparência juvenil será percebido nas pessoas assim como o poder de sedução. As paixões arrebatadoras, mas passageiras estará influenciando aquele que permitir esta energia de desamor consigo e a sensação de insatisfação sexual fará que haja a incessante busca de novos amores. O enriquecimento fácil e o destaque da vida profissional e social estará forte neste ano para os quem tem determinação, perseverança, fé, dedicação e disciplina. Estar na freqüência positiva, alegre, meditativa é se permitir à abertura de novos caminhos recebendo as bênçãos que se manifestam. A cautela antes de mudar de passo dando significado à vida é necessária, pois a evolução está na forma como superamos os desafios.
Lembrando que a energia do Deus do Trovão, o Dono do martelo invisível esta vibrando e seu recado: É a luta sagrada. O planeta Júpiter estará regendo e significa proteção e expansão, prosperidade, moral, ética e religiosidade. Lembre-se que as roseiras têm espinhos como defesa para continuar a crescer.
Neste ano não devemos estacionar em conflitos, mas lutar ampliando horizontes e continuar a crescer.
Este ano Significa o portal da vitória, fronteira entre o céu e a terra.  Vamos permitir que haja a abertura de Portais, com crescimento, autoconhecimento, avaliação antes de mudar de passo, calma, antes de tomar decisões importantes. Fique atento e dose com alegria as bênçãos que se manifestam no momento em sua vida. Observe com carinho o que está acontecendo neste ano mágico.

Este ano onde Oxumarê traz suas influencias devemos desapegar porque vários ciclos se fecharão para abertura de novos ciclos, para abertura do Portal.  Somos seres que aprende por acerto e por erro, na forma de ser e agir para sobreviver. Associamos idéias, pensamentos e atitudes referentes ao entendimento que absorvemos em determinadas situações que representam algum tipo de perigo. Se não dermos atenção à nossa intuição, agimos como um robô, ou seja, o piloto automático é o que funciona e dessa forma o Eu Superior estará constantemente excluído de representar a si mesmo e sem a menor possibilidade de criar novos e inusitados momentos de vida. Seja seu observador e revele-se para si mesmo.

Se necessário faça uma Ativação de Vida por alguém conhecedor e preparado para lhe ajudar a se reorganizar e reprogramar seu Ser para que as respostas automáticas sejam todas enviadas pelo seu Eu Superior.
Neste ano lembre-se de quem você é, saia da sua zona de conforto. Confie na seqüência dos fatos. Os medos são os únicos impedidores e que o desviam do seu caminho sagrado. Retorne para si mesmo. Leia e leve a sério as suas sensações - são elas que sempre lhe darão o caminho correto a seguir. Seu anjo da Guarda fala na sua intuição Sempre, Se sentir que algo não é bom não faça, não vá; se sentir que é bom, confie, flua.
Ano da Autoconfiança é a lei do ano; reprograme sua mente e seja voce mesmo, não na sua personalidade porem na sua Luz Interior, seu Eu Superior.

Quem comanda a sua vida e voce sempre.

Axé de paz e luz!

sábado, 21 de setembro de 2013

Dias de Chuva

Irmãs e irmãos de fé e de caminhada evolutiva,
Saravá,
Namastê,

Estamos vivenciando dias de chuvas torrenciais, relâmpagos, trovoadas que ensurdece os ouvidos. A força da natureza mostrando sua magnitude perante os mortais.

"Se a Tempestade não passar. Aprenda a caminhar na chuva"


Dias de chuva nos torna melancólicos sem saber o que nos deixa essa sensação de vazio, de incompletude.
A chuva convida ao recolhimento num espaço durante um período para nos manter secos, isto é, ficar parado ou detido num ambiente protegido, entretanto o recolhimento neste período chuvoso é permitir que o Tempo controle nossa vida e nos conduza; é parar, observar, meditar, orar.  Os relâmpagos por outro lado convida a prestar atenção, até que ponto voce presta atenção nos passos e no seu caminhar, no seu corpo, nas escolhas, nas decisões. Preste atenção nos movimentos da vida. Os trovões convidam a ouvir; ouvir você mesmo e o outro. Você é um bom ouvinte?

Nestes dias de chuva que dá aquele soninho, aquela preguiçinha aproveita para meditar. Medite sobre Quem Sou Eu? Sou Feliz? O que faço me deixa feliz? O que me deixa feliz? Sou feliz com o que faço?

Diante de cada entendimento permita que a chuva lave a Alma, lave as emoções e quando aquela sensação de vazio fizer-se presente preencha com um sentimento de amor, se abrace, se alimente com uma comidinha gostosa com cheirinho da comida da mamãe.  Ah! Bolinho de chuva, como nos deixa bem! Traga a beleza para a Alma, traga um momento que voce se sentiu pleno, completo, pertencendo ao Todo e encha o Cálice Sagrado com a Fonte que nos carrega de Luz!

A chuva lava toda a atmosfera como é bom, depois da chuva surge àquela sensação que estamos respirando melhor, e estamos mesmo. A chuva lava nossa alma, torna tudo limpo, claro, preparado para o novo, para o recomeço.

E depois surge o maravilhoso Avô Sol, iluminando tudo e todos

O Astro Rei aquecendo e iluminando cada sementinha, cada broto para emergir uma nova vida.
A Primavera surge com todo o seu poder de germinar e florescer a Alegria, a Paz, o Amor.


Axé de paz e luz!